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sexta-feira, 20 de março de 2015

A lógica perversa da Dívida e o Orçamento de 2015


 Mais um ano vislumbramos que o montante que o governo federal destinará para o pagamento da dívida “pública” superará o montante de investimentos em direitos sociais básicos da população brasileira como saúde, educação, transporte, entre outros.

Em 2014, o governo federal gastou R$ 978 bilhões com juros e amortizações da dívida, o que representou 45,11% de todo o Orçamento executado no ano. 

Para a saúde foram destinados apenas 4,07%, para a educação 2,99% e para assistência social 2,85%. É evidente o privilégio à dívida pública, detida principalmente por grandes bancos, em detrimento do cumprimento dos direitos sociais básicos estabelecidos na Constituição Federal.

Em 2015, não será diferente. O Orçamento Federal proposto pelo Executivo para este ano reserva R$ 1,356 trilhão para os gastos com a dívida pública, o que corresponde a 47% de tudo que o país vai arrecadar com tributos, privatizações e emissão de novos títulos, entre outras rendas. Já neste início, antes mesmo da aprovação do orçamento pelo Congresso, todas as áreas sofreram um corte linear preliminar e, após a aprovação do orçamento novo decreto irá contingenciar ainda mais recursos de todas as pastas, exceto da dívida, dentro da lógica do ajuste fiscal. Por meio de decreto, no dia 8 de março, bloqueou R$ 22,7 bilhões para os ministérios e secretarias especiais. O ministério da Educação responde pela maior parte do montante afetado, com o equivalente a R$ 7 bilhões anuais, o que corresponde a 31% do total de cortes.

A elevação acelerada dos juros – a quarta alta seguida elevou a Selic para 12,75% na semana passada – comprova o que já esperávamos quando o mercado financeiro ovacionou a nomeação da equipe econômica, composta por Joaquim Levy, no Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, no Planejamento, e Alexandre Tombini, no Banco Central. Estão praticando a velha política macroeconômica assentada em juros elevados, sob a justificativa de “combater a inflação”, sendo que, na realidade, a inflação tem sido provocada pelo aumento dos preços administrados pelo próprio governo (energia, telefonia, combustível, transporte etc)  e pela alta de alimentos, devido a graves equívocos da política agrícola e eventuais fatores climáticos. Juros altos aumentam os gastos com a dívida pública, beneficiando principalmente o setor financeiro, e prejudicam todo o conjunto da economia. Essa política não deu certo em nenhum país da Europa, mas o Brasil teima em segui-la. 

O povo brasileiro merece explicações sobre essa dívida “pública” que está amarrando nosso país e servindo para justificar a edição de pacotes de austeridade fiscal e corte de direitos.

Por isso, lutamos pela realização da auditoria da dívida, que possibilitará enfrentar os diversos indícios de ilegalidades já denunciados desde a CPI da Dívida e rever esse processo que vem se tornando cada vez mais pesado e injusto para o país, atingindo principalmente os mais pobres e a classe trabalhadora.

15 anos da Auditoria Cidadã da Dívida – 15 anos de muita luta

Nesta luta árdua encontra-se na linha de frente à Auditoria Cidadã da Dívida, uma associação sem fins lucrativos, há 15 anos congrega diversas organizações – sindicatos, associações de classe, órgãos eclesiásticos e movimentos sociais – e militantes que se dedicam a investigar o endividamento público brasileiro, devido ao enorme impacto desse processo sobre o atendimento aos direitos sociais em nosso país. 

A entidade surgiu imediatamente após a realização do grande Plebiscito Popular da Dívida Externa no ano 2000, quando 6 milhões de cidadãos, em 3.444 municípios brasileiros, disseram NÃO à manutenção do acordo com o Fundo Monetário Internacional, à continuidade do pagamento da dívida externa sem a realização da auditoria prevista na Constituição Federal e à destinação da maior parte dos recursos orçamentários a especuladores.

A motivação essencial da luta da Auditoria Cidadã da Dívida consiste na revisão do processo de endividamento brasileiro, cujo ciclo atual teve início durante a ditadura militar nos anos 70, e desde então vem submetendo o País por meio de planos de ajuste fiscal e outras medidas correlatas que aprofundam continuamente as desigualdades sociais em nosso País. A Auditoria Cidadã luta pela realização de completa auditoria desse processo, para que todas as ilegalidades e ilegitimidades possam ser segregadas e devidamente repudiadas.

Em 2015 a Auditoria realizará, em outubro, Seminário Nacional para tratar do assunto. Esse seminário será construindo a partir das bases sociais em cada estado, visando democratizar cada vez mais o conhecimento e transformar a Auditoria Cidadã em ferramenta de luta social.

Auditoria Cidadã da Dívida: esta luta deve ser de todos!


Fones: (61) 21939731/81871477

Saiba mais:

GASTOS COM A DÍVIDA PÚBLICA EM 2014 SUPERARAM 45% DO ORÇAMENTO FEDERAL EXECUTADO:http://www.auditoriacidada.org.br/gastos-com-a-divida-publica-em-2014-superaram-45-do-orcamento-federal-executado/

Fonte: Auditoria Cidadã da Dívida - Núcleo Mineiro

(Observação: matérias assinadas não representam, necessariamente, a opinião do Nesp).


quarta-feira, 21 de julho de 2010

LDO prevê aumento da arrecadação do ICMS

O texto da LDO aprovado na manhã da quinta-feira (15) prevê que a arrecadação do ICMS deverá ter um aumento estimado para 2011 de 15,9% em relação a 2010. O valor da arrecadação desse imposto deve se elevar de R$ 23,9 bilhões para R$ 27,7 bilhões. Em relação às despesas, a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) estima um superávit primário no montante de R$ 2,82 bilhões.
Além das receitas e despesas para 2011, o projeto também estipula os seus valores para 2012 e 2013, respectivamente, R$ 50,10 bilhões e R$ 54,69 bilhões. De acordo com a LDO, a dívida pública do Estado consolidada para 2011 é de R$ 67,58 milhões; para 2012, de R$ 69,46 milhões; e para 2013, de R$ 70,91 milhões. A LDO reúne orientações para elaboração da Lei Orçamentária Anual, funcionando como um elo entre esta e o Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) - que traz uma programação de médio prazo.
Segundo a Seplag, os parâmetros utilizados para a elaboração da LDO foram os mesmos utilizados pelo Governo Federal: PIB real - crescimento de 5,2% em 2010; 5,5% em 2011 e 5,5% em 2012; IPCA acumulado - 4,99% em 2010; 4,5% em 2011 e 4,5% em 2012. De acordo com o projeto de lei, Minas estabeleceu em seu plano estratégico uma área de resultados voltada para a qualidade fiscal, com ações em programas elaborados para o melhor gerenciamento da receita e programas de qualidade do gasto. Para tanto, vem desenvolvendo iniciativas no sentido de monitorar as despesas estaduais de modo a manter o equilíbrio fiscal.

Modificações aprovadas - Originalmente, os parlamentares apresentaram 112 emendas à LDO, tendo sido aprovadas 17 emendas: nºs 18, 19, 22, 23, 30, 31, 32, 34 e 84, de diversos parlamentares; e as nºs 113 a 120, do relator, deputado Agostinho Patrus Filho (PV). Também foram aprovadas sete submendas nºs 1, também do relator, apresentadas às emendas nºs 15, 24, 25, 33, 75 e 81, de vários deputados. Foram rejeitadas 83 emendas e outras 13 ficaram prejudicadas em função da aprovação de outras emendas. A emenda nº 3 foi retirada pela autora, deputada Gláucia Brandão (PPS).

Informações retiradas de http://www.almg.gov.br/




Plenário aprova LDO e permite início do recesso parlamentar

O Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou, na manhã desta quinta-feira (15/7/10), em turno único e em redação final, o Projeto de Lei (PL) 4.576/10, do governador do Estado, que dispõe sobre as diretrizes para a elaboração da Lei Orçamentária (LDO) para o exercício financeiro de 2011. Além de incluir as metas fiscais e as prioridades de ação governamental, a LDO estima as receitas e despesas em R$ 46 bilhões para o próximo ano, o que representa um aumento de 10,53% em relação à meta de 2010. O projeto foi aprovado com 23 modificações apresentadas pelos parlamentares, entre emendas e subemendas, e sua aprovação permite o início do recesso parlamentar que, de acordo com o Regimento Interno, tem início no dia 18 de julho.
A reunião contou com a presença de centenas de policiais militares, que lotaram as galerias para acompanhar a aprovação, em 2º turno e em redação final, de duas proposições de seu interesse: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 59/10, do deputado Mauri Torres (PSDB) e outros, e o Projeto de Lei Complementar (PLC) 61/10, do governador, que alteram diferentes normas, mas possuem objetivos semelhantes, estabelecendo a exigência do curso de Direito para ingresso no Quadro de Oficiais da Polícia Militar (PM). Na reunião, ainda foram aprovados, também em 2º turno e em redação final, dois projetos que tratam de doação e alienação de imóveis.

Informação retirada de http://www.almg.gov.br/

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Emendas a LDO 2011 podem ser apresentadas até segunda-feira

Os deputados da Assembléia Legislativa puderam apresentar emendas a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2011, projeto de lei 2.576/2010 do governador, até hoje, segunda-feira (14/06/2010). O PL foi publicado no Diário do Legislativo no dia 20/05 e o prazo para apresentação de emendas foi aberto no dia 25/05.
As emendas devem ser enviadas a assessoria da comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária e após receber o parecer de seus membros será encaminhada ao Plenário para votação em turno único. Vale lembrar que a LDO propõe “metas físicas e fiscais, prioridades de ação governamental e riscos fiscais, além de estimativa de receitas e despesas”. Em suma, propõe o orçamento do governo do Estado para o próximo ano.

sábado, 31 de outubro de 2009

O que é LOA

LOA é uma sigla que significa Lei Orçamentária Anual. É a lei que estima quanto o governo vai ganhar e quanto está previsto que gaste em cada ação de governo. Ela deve ser elaborada a partir do que está estabelecido em outras três leis o PMDI, o PPAG e a LDO.

O que é LDO

LDO é outra sigla importante para ser memorizada por aqueles que pretendem conhecer o trabalho legislativo.  LDO significa Lei de diretrizes Orçamentárias. Esta lei é a que estabelece as regras que devem ser seguidas na elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA).

Como se organiza o sistema orçamentário do Estado.

O Sistema orçamentário são as leis que os governos (federal, estadual e municipal) elaboram para definirem como pensam em gastar o dinheiro público. São três as leis que compõem o sistema orçamentário: Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG); Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO); Lei Orçamentária Anual (LOA). Em Minas, a constituição Estadual prevê que exista uma lei que organize estratégicamente as ações governamentais: é o Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI).

Assembleia promove audiência para discutir o PPAG 2008-2011

A cada quatro anos, o Governo do Estado elabora o Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) para orientar suas ações. O plano estabelece os objetivos, as metas e os investimentos do governo nas mais diversas regiões do estado e áreas de atendimento à população tais como saúde, educação, meio ambiente, segurança, etc.
Anualmente, a assembléia revê o PPAG, em conjunto com o Orçamento anual. Nesse ano de 2009, a assembléia promoveu diversas audiências em cidades como Iturama, Montes Claros, Itaobim, Poços de Caldas, Juiz de Fora e Belo Horizonte. Essas reuniões discutem o desenvolvimento do Plano Plurianual de Ação Governamental e possibilita que se sejam feitas sugestões de novas propostas. Os cidadãos que se interessarem em participar da audiência pública que terá início no dia 4 de novembro, na ALMG, pode se inscrever no site da assembléia. As propostas de alteração devem ser apresentadas por escrito, em formulário próprio, durante a realização dos trabalhos de grupo. Depois serão encaminhadas às Comissões de Participação Popular e de Fiscalização Financeira e Orçamentária da ALMG. Se aprovadas, as emendas serão incorporadas ao PPAG para o período 2008-2011.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

LDO: relator opina pela manutenção do veto do governador

O governador vetou o artigo 57, que proíbe a destinação de recursos a título de contribuição corrente para entidade de direito privado e para fundo ou entidade de direito público, sem prévia autorização legal que especifique sua finalidade. O veto está trancando a pauta, pois já se passaram os 30 dias de prazo constitucional para que fosse votado pela Assembléia.
A Comissão Especial criada para analisar o veto opinou pela sua manutenção. Em seu parecer, o relator, deputado Lafayette de Andrada (PSDB), explicou que, se o artigo 57 fosse mantido, seria necessária a aprovação de uma lei que especificasse a finalidade da transferência de recursos para cada política pública, ou seja, várias leis teriam que ser aprovadas para que fosse possível a implementação dessas políticas.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Como ocorre a tramitação da Lei de Diretrizes Orçamentárias

Para você saber como tramita a Lei de Diretrizes Orçamentárias veja como ocorreu este ano:A LDO para o exercício de 2010 (Projeto de Lei nº 3.337, de 2009) foi encaminhada à ALMG pelo Governador do Estado em 15 de maio de 2009.

Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é uma das quatro peças do planejamento estratégico e orçamentário do Estado, como o Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG), o Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). Juntos, eles dão ao governo uma estrutura de planejamento de longo, médio e curto prazos, como determinou a Constituição Mineira de 1989. A LDO estabelece anualmente as bases para a elaboração do Orçamento anual.
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